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As marcas invisíveis que a vida carrega

Quando somos crianças, o coração sente tudo de forma profunda.

Um olhar.

Uma ausência.

Um silêncio.

Uma rejeição.


E, sem entender completamente o que aconteceu, vamos aprendendo coisas sobre a vida.


Aprendemos que talvez seja perigoso amar demais.

Que talvez seja melhor se fechar.

Que talvez precisemos agradar para não perder o amor.


Ninguém nos ensina isso com palavras.

A vida vai escrevendo devagar essas pequenas frases dentro de nós.

E crescemos acreditando nelas.


Então, um dia, sem perceber, começamos a enxergar o mundo através dessas antigas dores.

O coração espera o abandono antes mesmo dele chegar.

O medo aparece antes da entrega.

A defesa vem antes da confiança.

E a vida começa a repetir certos caminhos, como uma música antiga tocando baixinho ao fundo.


Mas talvez o mais bonito seja perceber que essas marcas não são quem realmente somos.

São apenas partes nossas que um dia tentaram nos proteger da dor.

E quando começamos a olhar para isso com mais carinho, sem culpa, sem dureza, alguma coisa dentro amolece.


Como gelo começando a derreter depois de muito tempo.

Aos poucos, a vida deixa de passar apenas pelos medos antigos.

E algo mais verdadeiro começa a surgir.


Um olhar mais leve.

Uma confiança que antes não existia.

Uma forma mais livre de sentir, de amar, de viver.


Talvez curar não seja apagar o passado.

Talvez seja perceber que não precisamos continuar olhando a vida pelos olhos da dor que um dia sentimos.


E então, devagar, o coração aprende novamente a caminhar sem tanto medo.


Baseado na Palestra Pathwork 038 – Imagens


Se quiser ouvir este texto e meditar sobre ele é só acessar no Youtube em:https://www.youtube.com/playlist?list=PL9_WFoS7J2qRScUxpryzpgDIPT5m5bEOY

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