As marcas invisíveis que a vida carrega
- Heitor G. Fagundes

- há 4 dias
- 2 min de leitura
Quando somos crianças, o coração sente tudo de forma profunda.
Um olhar.
Uma ausência.
Um silêncio.
Uma rejeição.
E, sem entender completamente o que aconteceu, vamos aprendendo coisas sobre a vida.
Aprendemos que talvez seja perigoso amar demais.
Que talvez seja melhor se fechar.
Que talvez precisemos agradar para não perder o amor.
Ninguém nos ensina isso com palavras.
A vida vai escrevendo devagar essas pequenas frases dentro de nós.
E crescemos acreditando nelas.
Então, um dia, sem perceber, começamos a enxergar o mundo através dessas antigas dores.
O coração espera o abandono antes mesmo dele chegar.
O medo aparece antes da entrega.
A defesa vem antes da confiança.
E a vida começa a repetir certos caminhos, como uma música antiga tocando baixinho ao fundo.
Mas talvez o mais bonito seja perceber que essas marcas não são quem realmente somos.
São apenas partes nossas que um dia tentaram nos proteger da dor.
E quando começamos a olhar para isso com mais carinho, sem culpa, sem dureza, alguma coisa dentro amolece.
Como gelo começando a derreter depois de muito tempo.
Aos poucos, a vida deixa de passar apenas pelos medos antigos.
E algo mais verdadeiro começa a surgir.
Um olhar mais leve.
Uma confiança que antes não existia.
Uma forma mais livre de sentir, de amar, de viver.
Talvez curar não seja apagar o passado.
Talvez seja perceber que não precisamos continuar olhando a vida pelos olhos da dor que um dia sentimos.
E então, devagar, o coração aprende novamente a caminhar sem tanto medo.
Baseado na Palestra Pathwork 038 – Imagens
Se quiser ouvir este texto e meditar sobre ele é só acessar no Youtube em:https://www.youtube.com/playlist?list=PL9_WFoS7J2qRScUxpryzpgDIPT5m5bEOY




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