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A invisível teoria de Sofia sobre a vida
Sofia tinha uma habilidade curiosa: tudo começava bem… até começar a dar certo demais.
Quando um relacionamento ficava mais profundo, ela se afastava um pouco.
Quando uma oportunidade profissional surgia, ela encontrava algum motivo para hesitar.
Quando alguém realmente a valorizava, surgia dentro dela uma desconfiança silenciosa.

Heitor G. Fagundes
há 6 dias2 min de leitura


O dia em que Daniel parou de negociar com a vida
Daniel tinha um plano silencioso para ser feliz.
Não era nada muito extravagante. Ele só imaginava que, se fizesse as coisas certas, fosse responsável, gentil e esforçado… a vida, em troca, deveria colaborar minimamente.

Heitor G. Fagundes
12 de mai.3 min de leitura


O curioso caminho em espiral de Mariana
Mariana tinha uma sensação persistente de estar… parada.
Não completamente — ela trabalhava, pagava contas, até conseguia se organizar — mas, quando o assunto era crescer financeiramente, algo travava.
As oportunidades não fluíam. As ideias não avançavam. E, sempre que parecia que algo ia dar certo… emperrava.

Heitor G. Fagundes
5 de mai.2 min de leitura


Laura tentando resolver tudo sozinha (de novo)
Laura era extremamente competente.
Ela resolvia problemas, organizava situações, ajudava pessoas, antecipava crises… e, se possível, ainda fazia tudo isso com um leve sorriso de “está tudo sob controle”.
E, na maior parte do tempo, estava mesmo.
O pequeno detalhe é que Laura fazia isso sozinha.
Sempre.

Heitor G. Fagundes
28 de abr.2 min de leitura


Henrique e o seu “azar inexplicável”
Henrique tinha uma teoria muito bem construída sobre a vida:
— Algumas pessoas têm sorte. Outras… têm uma espécie de perseguição cósmica.
Ele, evidentemente, fazia parte do segundo grupo.
Se perdia um ônibus, era porque o universo conspirava. Se um relacionamento não dava certo, era porque “as pessoas estavam estranhas ultimamente”. Se surgia um problema no trabalho, era pura injustiça.

Heitor G. Fagundes
21 de abr.2 min de leitura


Patrícia queria melhorar o mundo (começando pelos outros)
Patrícia era uma pessoa muito consciente. Ela lia, refletia, observava… e, principalmente, percebia claramente os defeitos das pessoas ao seu redor . — Não é julgamento — ela explicava. — É percepção. E, de fato, ela percebia muita coisa. Percebia que a amiga era carente demais, que o colega era arrogante, que o irmão evitava responsabilidades e que o chefe… bem, o chefe era praticamente um projeto social. Patrícia, naturalmente, se preocupava com todos. Pensava bastante nele

Heitor G. Fagundes
14 de abr.2 min de leitura


Claudio e a difícil arte de escolher
Cláudio tinha um talento especial: complicar decisões simples.
Ir a um restaurante? Virava uma análise comparativa entre custo-benefício, tempo de preparo, distância, avaliações online e, claro, o risco emocional de escolher errado.
— E se o outro fosse melhor? — ele pensava, olhando o cardápio como quem decide o destino da própria vida.

Heitor G. Fagundes
7 de abr.2 min de leitura


O segredo muito bem escondido de Helena
Helena era uma pessoa admirável.
Sempre gentil, sempre adequada, sempre com a resposta certa na hora certa. Se alguém perguntasse como ela estava, ela sorria com precisão:
— Tudo bem.

Heitor G. Fagundes
31 de mar.3 min de leitura


O elegante plano de controle de Augusto
Augusto era, sem dúvida, um homem organizado.
Tão organizado, aliás, que tinha um plano detalhado para praticamente tudo: carreira, relacionamentos, horários, respostas ideais para conversas e até expressões faciais adequadas para cada ocasião.

Heitor G. Fagundes
24 de mar.2 min de leitura


O dia em que Ernesto tentou consertar o mundo
Ernesto acordou numa terça-feira com uma decisão heroica: colocar ordem no universo.
Começou pelo café da manhã. O pão estava torrado demais. Reclamou com a torradeira. Depois reclamou com o clima, que estava quente demais. Em seguida reclamou com o jornal, que insistia em trazer más notícias.

Heitor G. Fagundes
17 de mar.2 min de leitura


Marcelo e sua relação com Deus
Marcelo tinha uma relação curiosa com Deus: ele lembrava Dele principalmente quando o Wi-Fi caía, quando o trânsito parava completamente ou quando o boleto chegava.
— Meu Deus… — dizia, olhando para o teto. — Por que

Heitor G. Fagundes
10 de mar.3 min de leitura


Ricardo e sua "espiritualização"
Ricardo tinha decidido, numa segunda-feira particularmente dramática, que agora sim se tornaria “uma pessoa espiritualizada”. Comprou um caderno bonito, acendeu uma vela aromática e colocou na mesa alguns textos que iria ler.

Heitor G. Fagundes
3 de mar.2 min de leitura
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