Quando agir e quando confiar
- Heitor G. Fagundes

- há 17 horas
- 2 min de leitura
Em alguns momentos da vida, sentimos que precisamos fazer algo. Agir, decidir, mover, escolher. Em outros, parece que a vida nos pede para esperar, desacelerar.
E muitas vezes nos confundimos. Será que estou sendo ativo demais? Ou estou me escondendo na passividade?
Dentro de nós existem duas forças naturais. Uma quer avançar, transformar, tomar iniciativa. A outra quer escutar, receber, permitir que as coisas amadureçam. Nenhuma delas é errada. O desequilíbrio é que machuca.
Quando agimos demais, forçando resultados, perdemos a escuta. Quando esperamos demais, com medo de agir, perdemos a vida.
Encontrar a vontade de Deus não é escolher só uma dessas forças, mas aprender a senti-las por dentro e reconhecer qual delas é necessária em cada momento.
Às vezes, a vontade mais profunda é agir com clareza: dizer não, colocar limites, dar um passo adiante. Outras vezes, é soltar o controle: confiar, esperar, deixar que a vida se revele sozinha.
Essa escuta não acontece na pressa. Ela nasce no silêncio interno, quando não estamos tentando provar nada, nem fugir de nada.
A vontade de Deus não grita. Ela não empurra. Ela se apresenta como um saber tranquilo, uma sensação de alinhamento, como se, por dentro, tudo dissesse: “É por aqui.”
Encontrar esse equilíbrio é um dos maiores desafios da vida. Erramos muitas vezes, vamos para um extremo, depois para o outro, aprendendo aos poucos, pela experiência, pela dor e pelo amadurecimento.
Mas é justamente esse aprendizado que torna a vida mais plena. Quando aprendemos a agir sem dureza e a confiar sem desistir de nós mesmos, algo se organiza por dentro e a vida começa a fluir com mais verdade.
Baseado na Palestra Pathwork 029 – As Forças da Atividade e da Passividade: Encontrando a Vontade de Deus Se quiser ouvir este texto e meditar sobre ele é só acessar no Youtube em:https://www.youtube.com/playlist?list=PL9_WFoS7J2qRScUxpryzpgDIPT5m5bEOY




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