Quando deixamos a vida fluir novamente
- Heitor G. Fagundes

- 12 de fev.
- 2 min de leitura
Às vezes acreditamos que a vida nos machuca, que o mundo nos coloca contra a parede, que a dor vem de fora. Mas, em silêncio, a vida tenta nos mostrar outra coisa: muito do que sentimos nasce no espaço onde resistimos.
Dentro de nós existem imagens antigas, ideias que criamos sobre como as coisas “são” e que acabam nos afastando do que realmente acontece. Elas distorcem o que vemos, fazem o simples parecer ameaçador, fazem o amor parecer arriscado, fazem o descanso parecer perigo.
E então sofremos — não pela vida em si, mas pelo que acreditamos que ela é.
O que espero com este texto é trazer um gentil lembrete: o que pensamos cria caminho, e o que tememos se torna forma. Não como castigo, mas porque a alma é criadora, mesmo quando cria a partir do medo.
A vida não quer que lutemos tanto. Ela só pede que deixemos a verdade se mover. Quando soltamos um pouco o controle, quando paramos de exigir que tudo seja do nosso jeito, algo se abre dentro de nós como uma janela que finalmente recebe luz.
A dor também ganha outro sentido. Ela deixa de ser inimiga e se torna um guia — um ponto que diz: “Olhe aqui, algo em você precisa de cuidado.”
E, quando olhamos, a vida responde. Ela começa a fluir por dentro, como água que volta ao curso natural depois de muito tempo represada.
A verdadeira mudança não vem do esforço desesperado. Ela vem quando paramos, respiramos e deixamos que o amor, a verdade e a honestidade nos encontrem onde estamos.
É assim que a alma se liberta. É assim que a vida volta a ser vida.
Inspirado na Palestra Pathwork 024 – Perguntas e Respostas
Se quiser ouvir este texto e meditar sobre ele é só acessar no Youtube em: https://www.youtube.com/playlist?list=PL9_WFoS7J2qRScUxpryzpgDIPT5m5bEOY




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