Quando o Autoconhecimento vira Fuga
- Heitor G. Fagundes

- há 3 horas
- 2 min de leitura
No início da jornada interior, imaginamos que, ao escolher o autoconhecimento, finalmente deixaremos de fugir. Mas a verdade é mais delicada: a alma pode fugir até mesmo enquanto parece estar “buscando”.
A fuga não acontece só quando nos distraímos, quando evitamos sentir, ou quando nos ocupamos demais. Ela também acontece quando usamos o próprio caminho para não olhar o que realmente dói.
Às vezes nos escondemos atrás de ideias bonitas, de frases espirituais, de explicações que dão conforto.
No fundo, todo ser humano carrega um medo profundo de encontrar certas partes de si. Medo de se sentir vulnerável, medo de reconhecer a própria agressividade, medo de admitir carências, medo de perceber contradições.
E é esse medo que cria as fugas. Algumas muito claras, outras tão invisíveis que parecem até virtudes.
Mas o caminho real não exige perfeição.
Ele pede apenas que você se deixe ver, ainda que aos poucos, ainda que tremendo.
E quando paramos, por um pequeno instante que seja, percebemos algo simples: a verdade não quer nos ferir.
Ela só quer aliviar o peso que carregamos sozinhos.
No momento em que ousamos sentir o que evitávamos, o que parecia monstro vira criança, o que parecia erro vira aprendizado, o que parecia ameaça vira espaço.
A fuga termina quando o coração se entrega ao que é. E o caminho recomeça — mais simples, mais vivo, mais honesto.
Porque, no fundo, não existe viagem mais bonita do que aquela em que paramos de fugir e finalmente nos reconhecemos sem máscaras.
Baseado na Palestra Pathwork 027 – A Fuga é Possível Também no Caminho Se quiser ouvir este texto e meditar sobre ele é só acessar no Youtube em:https://www.youtube.com/playlist?list=PL9_WFoS7J2qRScUxpryzpgDIPT5m5bEOY




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