Transição de Carreira: Por que a reserva financeira não elimina o medo?
- Heitor G. Fagundes

- há 6 dias
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Atualizado: há 4 dias
Quando pensamos em transição de carreira, o primeiro "fantasma" que aparece na sala é quase sempre o mesmo: o dinheiro.
A lógica imediata é matemática. A gente pega a planilha e calcula: "Quanto tempo eu vou levar para fazer essa nova carreira engrenar?" "Quanto tempo até eu voltar a ganhar o que ganho hoje?"
A resposta para essa ansiedade costuma ser o planejamento. Fazemos uma economia, montamos uma reserva de emergência, criamos um "colchão" financeiro para amortecer a queda. No papel, está tudo resolvido.
Mas, na prática, a conta emocional não fecha.
O que tenho observado é que, mesmo com o dinheiro guardado, muitas pessoas não encontram paz.
A transição se torna um processo tenso. A pessoa entra em um ciclo de angústia, vigiando a conta bancária e se cobrando para atingir o faturamento antigo o mais rápido possível. A reserva, que deveria trazer tranquilidade, vira uma ampulheta contando o tempo.
O que está por trás da planilha?
A verdade é que esse desconforto raramente é apenas sobre "pagar boletos". A transição de carreira tem o poder de desenterrar medos profundos que, em uma vida estável e previsível, ficaram ocultos por anos.
Muitos de nós nunca precisamos lidar verdadeiramente com o medo da escassez ou com a insegurança sobre o nosso valor no mundo. Quando tiramos o "crachá" e o salário garantido, esses medos primitivos vêm à tona, independentemente do saldo bancário.
Um convite para ir além da estratégia
Fazer a transição não é apenas desenhar um novo plano de negócios; é ter a coragem de olhar para esses medos.
Se você sente que sua ansiedade na transição é desproporcional ao seu planejamento financeiro, talvez seja hora de parar de olhar apenas para a planilha e começar a olhar para dentro.
É possível usar esse momento não só para mudar de emprego, mas para limpar esses medos antigos e seguir mais leve.
Se isso faz sentido para o seu momento, vamos conversar?







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