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Seu chefe não é seu terapeuta (e por que isso é bom para os dois)


Hoje vivemos uma crise silenciosa nas empresas: o choque entre duas formas completamente diferentes de ver o mundo.


De um lado, temos a geração que hoje está na casa dos 50 anos. Nossa escola foi a do sacrifício. Nossos ídolos eram como o Karatê Kid ou os ginastas das décadas passadas: pessoas que se quebravam, sentiam dor, mas entregavam a nota 10. No trabalho, a regra era clara: as emoções ficavam do lado de fora da catraca. Execução era tudo.


Do outro lado, temos a geração que chega agora, entre os 25 e 30 anos. A referência deles é outra: é a coragem de uma Simone Biles, que abre mão de uma medalha de ouro porque "não está bem emocionalmente". Para eles, não faz sentido entregar o corpo se a mente não está presente.


Onde mora o conflito?

O veterano olha para o jovem e pensa: "Falta resiliência". O jovem olha para o veterano e pensa: "Falta humanidade".

A verdade é que ambos têm razão, mas ambos precisam de um novo aprendizado.

O convite para o equilíbrio

Se quisermos ambientes de trabalho saudáveis e produtivos, precisamos de um acordo de paz:


  1. Para a geração 50+: É hora de entender que o mundo mudou. Ignorar as emoções da equipe não é mais sinal de força, é sinal de obsolescência. Aprender a validar o que o outro sente é a nova competência de liderança. E sim, isso pode ser aprendido fora do consultório de terapia.


  2. Para a geração 25+: É fundamental entender que a autorresponsabilidade é a chave da maturidade. O seu líder deve ser justo e humano, mas ele não tem a função (e muitas vezes nem a capacidade) de acolher todas as suas dores. O gerenciamento da sua raiva, do seu medo e da sua ansiedade é, em última instância, uma tarefa sua.


Quando o jovem para de projetar no chefe um papel de "pai ou terapeuta" e o veterano para de ver a vulnerabilidade como fraqueza, o trabalho flui.


No final do dia, não se trata de quem está certo, mas de como podemos crescer juntos. Afinal, a experiência de quem já viu muito precisa do frescor de quem quer sentir tudo.


Como você tem sentido esse choque geracional na sua rotina? Mande nos comentários ou entre em contato.



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