A dificuldade… e a liberdade de escolher
- Heitor G. Fagundes

- há 4 horas
- 2 min de leitura
Existem momentos na vida em que tudo parece parar. Não porque nada esteja acontecendo, mas porque estamos diante de uma escolha.
E, de repente, o simples ato de decidir ganha um peso enorme.
A mente começa a girar. “E se eu errar?” “E se eu me arrepender?” “E se eu perder algo importante?”
E, às vezes, quanto mais pensamos, mais confusos ficamos.
Por dentro, é como se houvesse vozes diferentes. Uma quer ir. Outra quer ficar. Uma pede coragem. Outra pede proteção.
E ficamos ali, no meio disso tudo, tentando encontrar uma certeza que traga paz.
Mas a verdade é que essa certeza quase nunca chega.
Porque decidir não é ter todas as respostas. É dar um passo mesmo sem garantias.
E isso assusta.
Assusta porque queremos controlar o que vem depois. Queremos saber se vai dar certo, se vai valer a pena, se não vamos nos machucar.
Mas a vida não funciona assim.
Ela não se abre para quem precisa de certeza absoluta. Ela se revela para quem aceita caminhar mesmo sem saber tudo.
E é aqui que algo importante acontece: o medo aparece.
Em vez de empurrá-lo para longe, talvez possamos fazer algo diferente.
Parar por um instante… e escutar.
O que exatamente esse medo está tentando dizer?
Ele está protegendo o quê?
O que, dentro de mim, se sente ameaçado?
Às vezes, o medo mostra uma insegurança real, algo que precisa de mais cuidado, mais preparo. Outras vezes, ele apenas revela partes nossas que ainda não confiam na vida — ou em nós mesmos.
Quando o medo é acolhido, ele deixa de ser um inimigo. Ele se torna um sinal.
E, a partir daí, a decisão muda de lugar.
Ela não nasce mais da pressa de fugir do desconforto, nem da tentativa de ser perfeito. Ela nasce de um contato mais honesto com o que sentimos.
E, mesmo que o medo ainda esteja presente, algo dentro fica mais claro.
Como se, no meio da dúvida, uma parte silenciosa dissesse: “Eu vejo o medo… mas ainda assim, sinto que é por aqui.”
Nem toda decisão vai trazer leveza imediata. Algumas vão desafiar, vão tirar você do conhecido, vão exigir mais de quem você é hoje.
Mas cada escolha feita com verdade tem um poder silencioso: ela aproxima você de si mesmo.
E, aos poucos, algo muda. Você começa a confiar mais no seu próprio caminho. Não porque tudo dá certo, mas porque você aprende a se sustentar no que vier.
No fundo, decidir é isso: não ter controle sobre o futuro, mas escolher, com verdade, o próximo passo.
E, talvez, a liberdade esteja exatamente aí — no momento em que você não precisa mais fugir do medo, mas consegue escutá-lo… e ainda assim, seguir.
Baseado na Palestra Pathwork 32 – Tomada de Decisão Se quiser ouvir este texto e meditar sobre ele é só acessar no Youtube em:




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