Olhar para si… sem se perder
- Heitor G. Fagundes

- há 5 horas
- 2 min de leitura
Existe uma ideia muito comum:de que olhar demais para si mesmo pode ser egoísmo.
Então tentamos fazer o contrário.Nos voltamos para os outros, ajudamos, nos preocupamos, nos envolvemos…e acreditamos que isso basta.
Mas, lá no fundo, algo continua desalinhado.
Porque fugir de si mesmo também pode se esconder em atitudes bonitas.
Olhar para dentro não é o problema.
O problema é como fazemos isso.
Às vezes nos observamos com dureza, nos julgando, nos cobrando, ou mergulhando em pensamentos que não levam a lugar algum.
Outras vezes, evitamos olhar de verdade e ficamos apenas na superfície, como se estivéssemos nos conhecendo — mas sem realmente tocar no que importa.
O caminho pede algo mais simples…e mais honesto.
Um olhar que não acusa, mas também não foge.
Um olhar que reconhece:“Isso existe em mim.”
Sem drama. Sem justificativa. Sem precisar se defender.
E, aos poucos, algo começa a mudar.
Porque quando nos vemos com verdade, sem máscaras, sem ilusões, nasce um tipo diferente de respeito por si mesmo.
Não o respeito que vem de se achar melhor, mas aquele que nasce de não se abandonar mais.
E, curiosamente, é só a partir daí que conseguimos olhar para o outro de verdade.
Sem tanta crítica. Sem tanta comparação. Sem aquela necessidade silenciosa de corrigir ou julgar.
Porque começamos a perceber que cada um está lidando com suas próprias dificuldades —assim como nós.
No fundo, o caminho não pede perfeição.
Ele pede verdade.
E o crescimento acontece justamente aí: quando temos coragem de ver o que existe dentro de nós sem fugir, sem se esconder e sem se enganar.
Baseado na Palestra Pathwork 033 – O trabalho com o Eu; a Fé certa e a Fé errada.
Se quiser ouvir este texto e meditar sobre ele é só acessar no Youtube em:https://www.youtube.com/playlist?list=PL9_WFoS7J2qRScUxpryzpgDIPT5m5bEOY
Se quiser, podemos agora seguir para a palestra 034 🌿




Comentários